Recomendada investigação ao ar dos edifícios

Resultado do Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias

18 dezembro 2018
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O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias recomenda que seja feita uma investigação à qualidade do ar nos edifícios portugueses, para que se possa adotar formas de melhorar a saúde.
 
“Infelizmente, existem poucos dados sobre a qualidade do ar no interior dos edifícios portugueses e, muito menos, sobre a eventual evolução positiva ou negativa”, refere o Observatório no relatório deste ano, ao qual a agência Lusa teve acesso.
 
“Pode-se tomar medidas que promovam a qualidade do ar que os portugueses respiram”, defende o Observatório naquele documento, acrescentando que há cada vez mais evidências de que mesmo a exposição a pequenas concentrações de poluentes seja perigosa.
 
“Passamos a maior parte da nossa vida no interior dos edifícios, seja em ambiente laboral, seja nas nossas casas, e a qualidade do ar que neles respiramos é fundamental para a nossa saúde”, avisa.
 
“A grande concentração de pessoas em espaços confinados piora a qualidade do ar, aumentando a concentração de poluentes e facilitando a transmissão de doenças infeciosas”, sublinha o relatório.
 
A entidade aponta ainda estar preocupada com a deficiente ventilação em infantários que pode aumentar a percentagem de crianças com pieira ou asma e com o fumo de tabaco no interior das habitações, defendendo que deve ser “abolido o hábito de se fumar em ambientes fechados”.
 
O uso de combustíveis fósseis ou de matéria orgânica para o aquecimento e para cozinhar é gerador de poluição, mas “o seu impacto não está devidamente avaliado em Portugal”, avisa.
 
Apesar de mencionar que “em Portugal a qualidade do ar é, em geral, boa”, o Observatório alerta que ainda persiste “um número significativo” de dias em que a qualidade do ar é média ou mesmo fraca.
 
“Há acentuadas variações regionais. Mesmo nas localidades, as diferenças podem ser grandes. Lisboa é disso exemplo, pois há áreas muito mais poluídas do que outras, são exemplos contrastantes a Baixa lisboeta e a zona de Benfica”, observa.
 
O Observatório refere ainda que “a humidade nas habitações favorece o aparecimento de fungos e tende a fazer aumentar a concentração de poluentes”, referindo que há estudos que apontam para uma taxa de 20% das casas portuguesas com problemas de humidade.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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