Quase dois terços dos portugueses dormem mal

Estudo da Proteste

24 novembro 2016
  |  Partilhar:
Quase dois terços dos portugueses dormem mal, muitos apresentam níveis de sonolência preocupantes durante o dia, o que afeta a produtividade e fomenta o aumento de acidentes no trabalho e ao volante, de acordo com um estudo da Proteste.
 
O inquérito, que contou com a participação de 1.106 portugueses, dos 18 aos 74 anos, revela que mais de um terço dos inquiridos refere ter más noites e quase o dobro diz ter problemas de sono.
 
Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, no total, 63% dos inquiridos dorme mal e 41% tem excesso de sonolência diurna, o que afeta a produtividade e aumenta o risco de acidentes.
 
O estudo apurou também que 59% dos participantes tem dificuldades em adormecer, 31% veem televisão até tarde e 17% usam smartphone e tablet na cama.
 
Oito em cada dez inquiridos queixam-se de acordar a meio da noite ou cedo demais, de manhã, aparecendo o calor ou frio (29%) como principais motivos e, em mais de um quinto dos inquiridos, problemas financeiros ou no trabalho, ansiedade, depressão ou dores.
 
O estudo revela ainda que as medidas mais adotadas para relaxar antes de se deitarem são ver televisão, beber um chá ou infusão, ler, ouvir rádio ou música, tomar um banho de imersão ou tentar pensar em coisas agradáveis.
 
De forma a contrariar os problemas de sono, quase um quarto dos inquiridos (24%) toma medicamentos para dormir, metade dos quais benzodiazepinas (fármaco ansiolítico e indutor do sono). Por outro lado, um em cada dez inquiridos optou terapias não medicamentosas, incluindo psicoterapia, técnicas de relaxamento ou dormir com ajuda de um aparelho para facilitar a respiração.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os distúrbios do sono afetam cerca de 40% da população mundial, sendo já considerado um problema de saúde pública muito relevante.
 
A curto prazo, a falta de sono gera um estado emocional instável e afeta as capacidades de trabalho e de concentração, o tempo de reação, o raciocínio lógico e a capacidade de tomar decisões. Aumenta também o risco de acidentes, reduz as defesas do organismo e o risco de problemas cardiovasculares. Dormir menos de seis horas por dia aumenta em 48% o risco de doença cardíaca.
 
Para ter uma noite repousante, é aconselhável deitar e acordar à mesma hora, incluindo no fim de semana, não ficar a ver televisão e usar ecrãs até tarde e manter o peso adequado, escolhendo para dormir um quarto confortável, calmo, seguro e com temperatura adequada.
 
Evitar jantares pesados e bebidas alcoólicas ou estimulantes, como chás ou café, nas quatro horas antes de se deitar, e procurar uma atividade relaxante, como ler ou tomar banho quente, são outros conselhos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentário