Puberdade precoce associada a maior risco de enxaqueca em raparigas

Estudo apresentado no Encontro Científico da Sociedade Americana da Dor de Cabeça

09 agosto 2019
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As raparigas que atingem a puberdade numa idade mais precoce em relação a outras raparigas da mesma idade, poderão correr um maior risco de sofrerem enxaquecas, indicou um estudo.
 
O estudo que foi liderado por Susan Pinney, do Departamento de Saúde Ambiental da Universidade da Califórnia, EUA, teve como base o acompanhamento de 761 raparigas adolescentes de três áreas metropolitanas dos EUA.
 
No início do estudo, que começou em 2004, as adolescentes tinham entre oito a 10 anos de idade. A investigadora e equipa recolheram dados das raparigas durante 10 anos. 
 
Os investigadores examinaram as raparigas a cada seis a 12 meses para determinar o início da puberdade. Os sinais de puberdade considerados foram o desenvolvimento das mamas, do pelo púbico e o início da menstruação.  
 
Com cerca de 16 anos, as raparigas responderam a questionários para determinar quais tinham enxaqueca. Foi apurado que a maioria (82%) não tinha enxaqueca, cerca de 11% tinham recebido um relatório de enxaqueca e 7% tinham provavelmente enxaqueca. 
 
Análises mais detalhadas dos dados demonstraram que as participantes que tinham enxaqueca tendiam a ter começado o desenvolvimento das mamas ou menarca numa idade mais precoce em relação às que não tinham enxaqueca. 
 
Nas raparigas que tinham enxaqueca, o desenvolvimento das mamas tinha tido início em média cerca de quatro meses mais cedo e menarca cinco meses mais cedo.
 
Foi ainda observado um aumento na possibilidade de desenvolvimento de enxaquecas por cada ano precoce em que as raparigas tinham iniciado o desenvolvimento das mamas ou a menarca.
 
“Isto sugere uma forte relação entre a puberdade precoce e o desenvolvimento de enxaqueca em raparigas adolescentes”, comentou Susan Pinney.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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