Projeto Alta Segura do Hospital de Viseu vai manter-se

Alta Segura foi criado em 2004

17 junho 2019
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O projeto Alta Segura do Hospital de Viseu, que visa contribuir para a redução da morbimortalidade infantil resultante do transporte incorreto nos automóveis, vai manter-se, porque “ainda há muito trabalho a fazer”, apurou a agência Lusa.
 
Criado a 01 de junho de 2004, pelo grupo Alerta para a Segurança (GAS), o projeto Alta Segura teve como objetivo, numa primeira fase, assegurar o correto transporte rodoviário de todos os recém-nascidos no hospital, tendo depois sido estendido ao internamento da Pediatria.
 
“Esta história começou há 15 anos e partiu de uma inquietação”, recordou a vice-presidente do GAS, Graça Aparício, lembrando que, em 2001, “48 crianças entre os zero e os 14 anos morreram em resultado de acidentes de viação” e 394 crianças ficaram feridas com gravidade.
 
Apesar de, atualmente, o número de mortos devido a acidentes de viação ser “muito menor do que era no passado, porque houve um trabalho importante da sociedade”, a responsável disse que há motivos para que o projeto se mantenha.
 
Segundo Graça Aparício, “a sensibilização e o treino de competência da família deve manter-se, dado que, tal como mostram as evidências, a proteção efetiva fica ainda aquém da intenção de proteção” dos pais.
 
“Já percebemos que a maioria dos pais utiliza a cadeirinha, quer à saída da maternidade, quer depois no transporte da criança até que ela possa usar o cinto de segurança do automóvel sem necessidade de outro sistema”, afirmou.
 
No entanto, “os pais utilizam a cadeirinha, mas não a utilizam corretamente”, sendo preciso “continuar a apostar” na sensibilização para esta questão, acrescentou.
 
“A intenção de proteção subiu, 90% das famílias já utilizam sistema de retenção, mas a proteção efetiva das crianças ainda se mantém nos 50%. Portanto, há ainda muito trabalho a fazer”, sublinhou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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