Prainha em Angra do Heroísmo interditada por bactérias no areal

Interdição decretada pelo Governo Regional por tempo indeterminado

28 agosto 2019
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A zona balnear da Prainha, em Angra do Heroísmo, nos Açores, foi interditada por tempo indeterminado, na sequência de resultados preliminares de análises que identificam contaminação bacteriológica na areia.
 
“Em causa está a deteção na areia da presença de microrganismos que poderão colocar em causa a saúde pública”, apontou o Governo Regional dos Açores, numa nota no Gabinete de Apoio à Comunicação Social a que a Lusa teve acesso.
 
A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo solicitou análises ao Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, depois de a associação ambiental Azulinvade ter divulgado análises que indicavam a presença de bactérias coliformes, da bactéria Escherichia Coli (E. Coli) e de enterecocos intestinais acima dos valores recomendados.
 
A zona balnear manteve-se sempre aberta ao público.
 
As amostras foram recolhidas em 10 zonas da praia e os resultados preliminares “indicam a presença de contaminação bacteriológica no areal”.
 
Face a estes resultados, e após uma reunião com o município, as direções regionais da Saúde e dos Assuntos do Mar dos Açores e a Autoridade Marítima Nacional, a delegação de Saúde de Angra do Heroísmo decidiu “preventivamente interditar a utilização das areias da Prainha”.
 
O presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Álamo Meneses, afirma que “a poluição aparentemente vem do lado da terra. São as zonas mais próximas da parte de trás da praia que têm problemas”.
 
O Governo Regional sublinhou ainda que, até ao momento, não foi registado “qualquer caso de problemas de saúde conexos com a prática balnear na Prainha nos serviços de saúde do concelho de Angra do Heroísmo”.
 
Para além da recolha de novas amostras, será feita uma “operação de limpeza e desinfeção” do areal.
 
O município já admitiu que efetua descargas de emergência quando a chuva é mais intensa, porque a estação elevatória existente no centro da cidade tem uma capacidade reduzida, ressalvando que as análises feitas ao longo dos últimos 12 anos comprovam que as descargas não afetam a qualidade da água na zona balnear.
 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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