Poluição atmosférica pode causar aterosclerose

Estudo publicado na revista “JAMA Network Open”

18 julho 2019
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Um novo estudo demonstrou que a poluição atmosférica e a proximidade com o tráfego automóvel poderão causar aterosclerose na população na China.
 
Conduzido por Meng Wang e equipa, da Universidade em Buffalo, EUA, o estudo contou com a participação de 8.867 adultos chineses com 25 a 92 anos de idade.
 
A investigação concentrou-se sobre os níveis de dióxido de nitrogénio e de material particulado ou PM2.5. O PM2.5 é constituído por partículas extremamente minúsculas e pode ser facilmente inalado, cansando problemas graves de saúde.
 
A medição dos níveis de dióxido de nitrogénio foi usada como indicador mais preciso das emissões dos veículos automóveis.
 
Foi verificado um aumento de 24,5% no risco do índice de cálcio nas artérias coronárias (um marcador-chave da aterosclerose) por cada aumento de 20 microgramas de dióxido de nitrogénio por metro cúbico de ar.
 
Adicionalmente, cada incremento de 30 μg/m3 na exposição à PM2.5 nas residências dos participantes, foi associado a um aumento de 27,3% nos índices de cálcio nas artérias coronárias.
 
“Este estudo poderá proporcionar evidência em como a aterosclerose coronária constitui uma via patológica através da qual a exposição à poluição atmosférica aumenta o risco de morte por doença coronária”, disse Meng Wang.
 
Segundo ainda Meng Wang, “este achado deverá contribuir para perceber os efeitos dos poluidores atmosféricos no mundo inteiro, proporcionando dados muito necessários e gerados localmente, e evidência de suporte que informe o processo de uma determinação normalizada da poluição atmosférica a uma escala global”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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