Os placebos funcionam em pacientes com dor crónica?

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

18 setembro 2018
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Um estudo recente apontou que metade dos pacientes com dor crónica poderão ser tratados com comprimidos de açúcar de forma tão eficaz como um analgésico poderoso.
 
O resultado do estudo efetuado por um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Northwestern, EUA, sugere assim que os médicos deveriam pensar em tratar aqueles pacientes com um placebo, em vez de um fármaco potente.
 
A. Vania Apkarian, investigadora sénior do estudo e colegas, descobriram que é possível prognosticar de forma fidedigna os pacientes com dor crónica que podem beneficiar eficazmente de um placebo com base na anatomia do cérebro e traços psicológicos dos mesmos. 
 
Para a sua investigação, foram recrutados 60 pacientes, os quais foram divididos em dois ramos de investigação. Num dos ramos, os voluntários não sabiam se estavam a receber um fármaco ou um comprimido de açúcar, ou seja, um placebo. Os investigadores não analisaram os participantes que receberam o fármaco.
 
O outro ramo, o do grupo de controlo, foi constituído por voluntários que não receberam qualquer fármaco ou placebo.
 
A equipa observou que os voluntários cuja dor tinha diminuído como resultado da toma do placebo evidenciavam traços psicológicos e anatomia do cérebro semelhantes. 
 
O lado direito do cérebro emocional daqueles indivíduos era maior do que o esquerdo e apresentavam um córtex sensorial maior do que os que não tinham respondido ao placebo. Finalmente, os participantes que responderam ao placebo eram ainda emocionalmente autoconscientes, sensíveis a situações dolorosas e atentos ao ambiente que os rodeava. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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