Obesidade pode estar associada a comportamentos na infância

Estudo publicado na revista “PLOS One”

02 março 2018
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Um novo estudo demonstrou que uma combinação de comportamentos não saudáveis na infância e juventude constitui um dos principais fatores que concorrem para a obesidade na idade adulta.
 
O estudo conduzido pela Universidade de Waterloo, Canadá, conclui assim que as autoridades de saúde devem procurar corrigir os comportamentos não saudáveis desenvolvidos nos primeiros anos de vida para prevenirem a obesidade.
 
Rachel Laxer, uma das investigadoras neste estudo avançou que “os adolescentes com obesidade mantêm frequentemente o estado do seu peso até à idade adulta, aumentando o risco de desenvolverem doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão arterial”. 
 
Para o estudo, a equipa recrutou alunos da cidade de Ontario, com idades compreendidas entre os 13 e 17 anos e que eram participantes num estudo com a duração de nove anos que teve início em 2012.
 
Os alunos relataram os seus comportamentos de risco no início do estudo, e a altura e peso foram monitorizados durante dois anos adicionais. 
 
Os jovens participantes foram classificados segundo os comportamentos relatados pelos próprios de acordo com os seguintes grupos: Atletas Típicos da Escola Secundária, Utilizadores Frequentes de Ecrãs Inativos, Utilizadores de Substâncias Ilícitas Moderadamente Ativos ou Conscientes em Termos de Saúde.
 
Foi observado que embora o peso dos participantes nos quatro grupos ter sofrido aumentos semelhantes, os alunos do grupo de Conscientes em Termos de Saúde apresentavam o peso corporal mais saudável no início do estudo. 
 
“É importante tentar melhorar comportamentos antes que se tornem hábitos, os quais são muito mais difíceis de corrigir”, disse a investigadora.
 
“As estratégias de promoção da saúde que incidam em jovens de maior risco quando estes entram na escola secundária, poderão ser a melhor forma de prevenir ou atrasar o início da obesidade, e poderão apresentar melhores resultados de saúde pública a longo termo”, concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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