Novo contraste de ressonância magnética deteta início de metástases cerebrais

Descoberta publicada na revista “Advanced Biosystems”

26 março 2020
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Investigadores do Instituto de Investigação Leibniz para a Farmacologia Molecular desenvolveram um novo contraste que permite detetar precocemente a formação de metástases no cérebro.
 
Alguns tipos de cancro, como o cancro da mama, podem induzir a formação de metástases no cérebro. A formação de pequenos vasos sanguíneos (capilares) é um sinal inicial de alteração no tecido.
 
Contudo, os agentes de contraste convencionais usados na ressonância magnética não são adequados à deteção precoce e direta de células em formação, daí a necessidade “de um agente de contraste que aumente a sensibilidade da ressonância magnética”.
 
Para a descoberta, os investigadores utilizaram uma estrutura de transporte de fármacos desenvolvida num estudo anterior, as micelas, que conseguem chegar aos vasos sanguíneos da barreira sangue-cérebro e entregar os fármacos às células.
 
O método passou por modificar as micelas, adicionando-lhes uma molécula que podem preencher com xénon. A reação entre os dois emite sinais, mesmo em pequenas quantidades. 
 
Em teoria, os vasos sanguíneos absorvem as micelas e o xénon permite que o processo de formação ainda numa fase inicial de novos vasos sanguíneos seja diretamente visualizado.
 
Quando a metástase se começa a desenvolver no cérebro, ocorre a formação de mais vasos sanguíneos necessários à alimentação do tumor. 
 
As metástases cerebrais do cancro da mama estão associadas a um pior prognóstico, pelo que o diagnóstico precoce é essencial à sobrevivência.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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