Nova descoberta sobre células T e como potenciar a imunoterapia

Estudo publicado na revista “Immunity”

06 dezembro 2019
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Um estudo do Emmory Vaccine Center, EUA, revela como se podem utilizar na imunoterapia as células tipo células-tronco em transição para exaustas.
 
As células T imunitárias CD8 na presença crónica de infeções virais perdem a sua capacidade de combater a doença e mostram na sua superfície proteínas inibidoras de ponto de controlo (checkpoint), como a PD-1.
 
A PD-1 é um alvo dos fármacos de imunoterapia para o cancro, permitindo que as células T CD8 voltem a ter capacidade de atacar e matar as células infetadas e as cancerígenas. Contudo, alguns tipos de tumor não respondem a estes fármacos.
 
Em estudos anteriores o investigador principal, Rafi Ahmed, descobriu que as células T exaustas não são todas iguais e que esta diversidade pode ser a chave da variabilidade de resultados.
 
Observou-se que uma população de células tipo células-tronco proliferava em resposta aos fármacos bloqueadores de PD-1, enquanto que uma população de células exaustas permanecia inativa. 
 
As células tipo células-tronco são responsáveis por manter a população de células T exaustas, mas não conseguem matar vírus e células cancerígenas por si só. As células T exaustas são incapazes de migrar para o local da infeção e contêm muito menos proteínas necessárias para o seu trabalho.
 
Neste estudo foi encontrada uma fase de transição entre os dois tipos de células, sendo que as células em transição não estão completamente exaustas e conseguem proliferar e manter a sua função eliminadora de vírus e células cancerígenas.
 
Potenciar a proliferação e sobrevivência destas células, ou prevenir a total transição para células exaustas, seria uma boa estratégia terapêutica contra o cancro.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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