Muco: não só protege como barreira como desarma a atividade bacteriana

Estudo publicado na revista “Nature Microbiology”

18 outubro 2019
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Um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT) revela que os glicanos, moléculas com ligações de açúcar encontradas no muco, conseguem dominar as bactérias que tentam entrar no organismo.
 
O nosso corpo produz litros de muco que reveste os pulmões, o trato urinário, o trato digestivo, entre outros. Até recentemente acreditava-se que a sua função seria formar uma barreira protetora, mas os investigadores observaram neste estudo de que forma pode o muco interferir na atividade bacteriana.
 
Foram isolados glicanos e expostos à bactéria Pseudomonas aeruginosa, um agente patogénico que causa infeções em doentes com fibrose cística ou com um sistema imunitário debilitado.
 
Depois de exposta às mucinas dos glicanos, uma proteína a que as moléculas de açúcar se agarram para formar uma estrutura no muco, a bactéria sofreu grandes alterações de comportamento que a tornaram menos perigosa para o hospedeiro.
 
A bactéria deixou de produzir toxinas, não se agarrou nem matou células do hospedeiro e não expressou genes essenciais à comunicação entre bactérias.
 
Os investigadores demonstraram ainda que a exposição de feridas causadas por queimaduras infetadas pela Pseudomonas aeruginosa a mucinas de glicanos reduziu a proliferação das bactérias, o que indica uma potencial forma de tratamento neutralizante de bactérias.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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