Milhões de crianças no mundo desenvolvem asma devido a poluição automóvel

Estudo publicado na “The Lancet Planetary Health”

15 abril 2019
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Cerca de quatro milhões de crianças em todo o mundo desenvolvem asma anualmente devido a causas relacionadas com a poluição automóvel, nomeadamente a inalação de dióxido de azoto (NO2), revela um estudo divulgado pela agência Lusa.
 
Investigadores do Milken Institute, da Universidade George Washington, EUA, basearam-se em dados de 2010 a 2015 para estimarem que 64% destes novos casos de asma ocorrem em áreas urbanas.
 
A universidade afirma que o estudo é o primeiro a quantificar o peso mundial de novos casos pediátricos de asma ligados à poluição causada pelo tráfego, usando um método que tem em conta elevadas exposições a este poluente (dióxido de azoto), junto a estradas muito movimentadas.
 
Susan C. Anenberg, autora principal do estudo, disse que as descobertas sugerem que “milhões de novos casos pediátricos de asma podem ser prevenidos nas cidades” em todo o mundo, reduzindo a poluição do ar.
 
“Melhorar o acesso a formas mais limpas de transporte, como transportes públicos elétricos e impulsionar as vias para bicicletas e pedonais, não só baixaria os níveis de poluição (NO2) como poderia reduzir a asma, melhoraria a aptidão física e reduziria a emissão de gases com efeito de estufa.
 
Os investigadores trabalharam dados sobre poluição em 194 países e nas 125 maiores cidades do mundo para estimarem as taxas de incidência de asma nas crianças.
 
Entre as 125 cidades, a contabilização de NO2 vai de 6% em Orlu, na Nigéria, a 48% em Shangai, China, na incidência de asma pediátrica, de acordo com o documento.
 
Oito cidades da China, Moscovo (Rússia) e Seul (Coreia do Sul) estão entre as mais afetadas, mas o problema atinge também cidades dos Estados Unidos como Los Angeles, Nova Iorque, Chicago, Las Vegas e Milwaukee, que estão no top 5 norte-americano com o maior número de casos de asma pediátrica.
 
Por países, as maiores cifras relacionadas com a poluição do ar foram encontradas na China, com 760.000 casos de asma por ano, seguindo-se a Índia, com 350.000 e os Estados Unidos, com 240.000.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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