Hormonas sexuais podem afetar risco cardíaco na pós-menopausa

Estudo publicado na revista “Journal of the American College of Cardiology”

01 junho 2018
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As mulheres na fase da pós-menopausa que possuem mais hormonas masculinas (testosterona) e um rácio maior de hormonas masculinas em relação a femininas (estrogénio) correm um maior risco de doenças cardíacas numa fase posterior, indicou um estudo.
 
O estudo que foi conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, EUA, procurou avaliar a associação entre os níveis de hormonas sexuais e a incidência de doenças cardiovasculares, doença coronária e insuficiência cardíaca ao longo de 12 anos, em 2.834 mulheres na pós-menopausa.
 
No início do estudo, as participantes não apresentavam doenças cardiovasculares. Foram medidas as concentrações de hormonas sexuais nas mulheres e a cada 9 meses a um ano as participantes ou pessoa mais próxima foram entrevistadas relativamente a problemas cardiovasculares, procedimentos e morte. Foram ainda obtidas informações clínicas sobre as mulheres.
 
Como resultado, foi detetado que as mulheres com um rácio maior de testosterona em ralação a estradiol apresentavam um risco mais elevado de doenças cardiovasculares, doença coronária e insuficiência cardíaca.
 
A testosterona total mais elevada foi associada a um risco mais elevado de doença coronária e de todas as doenças cardiovasculares. O estradiol total mais elevado foi associado e um risco reduzido de doença coronária.
 
Mais, o risco de doenças cardiovasculares e de doença coronária foi aproximadamente linear com os diferentes níveis de testosterona total, com o rácio de testosterona em relação ao estradiol e com os níveis de estradiol. 
 
No entanto, verificou-se uma associação em “U” entre o rácio dos níveis de testosterona em relação aos de estradiol e insuficiência cardíaca, com as extremidades superiores da letra a apontarem para um maior risco de insuficiência cardíaca.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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