FOLFIRINOX melhora resultados em cancro do pâncreas

Estudo publicado na revista “Journal of the National Cancer Institute”

19 junho 2019
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Uma equipa de investigadores observou que o protocolo FOLFIRINOX ofereceu melhores resultados em cancro do pâncreas no limite de ressecção.
 
O protocolo FOLFIRINOX é novo e consiste numa combinação de fármacos para tratar o cancro do pâncreas com metástases. Os casos-limite de ressecção significam que o tumor poderá estar localizado demasiado próximo de um vaso sanguíneo para ser removido com segurança.
 
“Olhando para a localização dos tumores, estão muito próximos de vários vasos sanguíneos importantes sem os quais não podemos realmente viver”, indicou Brian Boone, cirurgião oncologista da Faculdade de Medicina da Universidade da Virgínia Ocidental, EUA.  
 
“Tentamos reduzir o tumor para ficar fora da veia e passá-lo de estar em limite de ressecção para viável para ressecção, ou removível por intervenção cirúrgica”, explicou.
 
Brian Boone e colegas estudaram 313 casos recentes de cancro do pâncreas que se encontravam no limite de ressecção e que tinham sido tratados com FOLFIRINOX. Os investigadores analisaram os índices de sobrevida em geral dos pacientes e a frequência com que os tumores diminuíram o suficiente para poderem ser extraídos por intervenção cirúrgica.
 
Foi apurado que o FOLFIRINOX prolongou a sobrevida dos pacientes e possibilitou a realização de intervenções cirúrgicas em mais casos. Com efeito, 67,8% dos cancros responderam suficientemente bem ao FOLOFIRINOX para poderem ser removidos totalmente por via cirúrgica. 
 
“Historicamente, a remoção completa do tumor é conseguida num número muito inferior de pacientes sem tratamento antes da cirurgia e frequentemente requer a remoção de uma porção da veia”, afirmou Brian Boone.
 
O investigador explicou ainda que os pacientes sobreviveram uma média de 22,2 meses e que, segundo a sua experiência, sem o protocolo os pacientes com cancro em limite de ressecção tendem a sobreviver apenas cerca de 12 meses.
 
Apesar da não existência de um grupo de controlo, Brian Boone explicou que em relação ao que se tem visto em pacientes com tumores que se encontram no limite da ressecção e que foram diretamente para a cirurgia, “o FOLFIRINOX resultou numa maior sobrevivência e melhores índices de ressecção”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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