Fármaco para cancro da próstata mais eficiente com refeição de baixa gordura

Estudo apresentado na conferência da Associação Americana de Oncologia Clínica

22 fevereiro 2017
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Um novo estudo indica que a administração de um fármaco para o tratamento do cancro da próstata poderá conduzir a uma redução de 75% no custo do mesmo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Russell Szmulewitz, professor assistente de medicina na Universidade de Chicago, EUA, o estudo atestou que o fármaco Zytiga (acetatato de abiraterona) é absorvido com muito melhor eficiência quando é administrado com alimentos.
 
Segundo o sítio do Infarmed, o fármaco Zytiga é utilizado no tratamento do cancro da próstata metastático. O tratamento com este fármaco é extremamente dispendioso, chegando a vários milhares de euros por mês, sendo que os pacientes tomam este fármaco durante um período de 12 a 18 meses.
 
Para o estudo, os investigadores avaliaram dois grupos de pacientes com cancro da próstata em estado avançado. A um grupo foram oferecidos 250 miligramas de Zytiga juntamente com um pequeno-almoço de baixa gordura. A outro grupo foi oferecida a dose padrão de 1000 miligramas para ser tomada em jejum. 
 
Foi verificado que em ambos os grupos o tempo até ao progresso da doença foi de cerca de 14 meses, e “sabemos que este fármaco [Zytiga] é absorvido de forma muita mais eficiente quando é tomado com alimentos”, comentou Russell Szmulewitz.
 
Os investigadores observaram ainda que a absorção do fármaco foi ainda mais eficaz quando tomado com uma refeição rica em gordura, mas, no entanto, as refeições ricas em gordura aumentavam os níveis do fármaco de uma forma mais imprevisível do que as refeições de baixa gordura.
 
“É ineficiente, mesmo um desperdício tomar este medicamento em jejum, que é a forma descrita no rótulo do fármaco”, acrescentou. No entanto, o investigador aconselha pacientes a não fazerem experimentações com doses do fármaco por conta própria. 
 
O autor principal do estudo lembra que “este foi um estudo relativamente pequeno, demasiado pequeno para demonstrar com confiança que a dose mais baixa é igualmente eficaz; fornece-nos evidência preliminar, mas não definitiva. Os médicos devem utilizar os seus próprios critérios, com base nas necessidades dos pacientes”.  
 
 
Segundo o sítio da Associação Portuguesa de Doentes da Próstata, o cancro da próstata é responsável por 15% dos cancros que afetam os homens (dados da Rede Global do Fundo Mundial de Pesquisa contra o Cancro - WCRF International, na sigla em inglês). A mesma organização reportou que em 2012 foram registados 1,1 milhão de casos globalmente, o que equivale a 8% de todos os casos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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