Falha de oxigénio em prematuros não causa morte celular no cérebro

Estudo publicado na “Journal of Neuroscience”

12 setembro 2019
  |  Partilhar:
Investigadores da Universidade de Saúde e Ciências do Oregon, EUA, descobriram que a falta de oxigénio em bebés prematuros não leva a morte celular como anteriormente se acreditava.
 
Os bebés prematuros experienciam falhas de oxigénio nos primeiros dias de vida devido ao pouco desenvolvido centro de respiração no cérebro que não emite devidamente os sinais de respiração.
 
Neste estudo percebeu-se que um período de hipoxia (baixos níveis de oxigénio) de 30 minutos no cérebro era suficiente para danificar a estrutura e funcionamento do hipocampus, zona do cérebro vital para a memória e aprendizagem.
 
Para o estudo, a equipa analisou, em dois fetos gémeos de ovelha prematuros, o impacto no hipocampo apenas da hipoxia e desta em conjunto com isquemia (fluxo sanguíneo insuficiente).
 
Os resultados demonstraram que, em semelhança com os humanos, o desenvolvimento do hipocampo foi anormal, mas as células não morreram, ao contrário do que se acreditava.
 
Foi observado que, em vez de morrerem, as células não amadurecem normalmente, causando uma redução do potencial a longo prazo e da base celular de aprendizagem do cérebro.
 
O investigador principal, Stephen Back, explica que, surpreendentemente, a severidade da hipoxia permite prever a quantidade de células do hipocampo que não amadurecerão normalmente.
 
Os investigadores esperam que este estudo abra portas a novos entendimentos sobre o hipocampo e o seu comportamento na falta de oxigénio, dando possibilidade a novas formas de cuidado.  
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentário