Excesso de peso na pequena infância afeta saúde cardíaca na adolescência

Estudo publicado na revista “The Journal of Pediatrics”

12 fevereiro 2019
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O ganho excessivo de peso em crianças com menos de dois anos de idade poderá conduzir a fatores de risco metabólico e cardiovascular na adolescência, indicou um estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Sidney, Austrália, o estudo contou com a participação de 410 crianças australianas e observou que o excesso de peso na pequena infância causou índices mais elevados de colesterol, excesso de peso e acumulação de tecido adiposo na região central do corpo na adolescência.
 
As 410 crianças foram acompanhadas e avaliadas desde o nascimento até aos 14 anos de idade. A equipa registou as oscilações no peso, altura e perímetro abdominal. 190 das crianças tiveram medições detalhadas de colesterol, tensão arterial e peso na região abdominal aos 14 anos de idade.
 
Os investigadores identificaram três grupos no estudo: um grupo com um índice de massa corporal (IMC) normal, um grupo com IMC excessivo a partir dos dois anos de idade (aumento precoce) e um terceiro grupo com IMC excessivo a partir dos cinco anos de idade (aumento tardio).
 
Foi observado que o grupo de adolescentes que tinham tido um IMC excessivo precocemente apresentavam mais gordura acumulada na região abdominal do que o grupo que tinha ganhado um IMC excessivo tardiamente. 
 
O grupo do aumento de IMC precoce apresentava níveis de colesterol significativamente mais elevados em relação ao grupo que apresentava um IMC normal. 
 
A obesidade e os fatores de risco cardiovasculares na infância estão associados a um aumento no risco de doenças cardiovasculares na idade adulta.
 
“O nosso estudo demonstra que quanto mais cedo se acumula a gordura excessiva antes dos cinco anos de idade, maior é a probabilidade de um indivíduo ter gordura à volta da cintura na adolescência”, confirmou Jennifer Barraclough, investigadora que liderou o estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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