Excesso de peso na adolescência associado a cardiomiopatia em adulto

Estudo publicado na revista “Circulation”

11 junho 2019
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Homens suecos que tinham excesso de peso por volta dos 18 anos de idade apresentaram um maior risco de cardiomiopatia, uma doença que pode reduzir a função cardíaca e causar insuficiência cardíaca, indicou um estudo.
 
Segundo o estudo de investigadores da Academia Sahlgrenska, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, o risco de cardiomiopatia aumentou consoante o aumento do peso, mesmo naqueles que tinham inicialmente um peso normal.
 
Não se percebe bem as causas da cardiomiopatia, uma doença pouco comum e que apresenta vários tipos. Com a cardiomiopatia dilatada, o músculo cardíaco enfraquece e não consegue bombear o sangue de forma eficiente. Com a cardiomiopatia hipertrófica o músculo cardíaco fica mais grosso e disfuncional.
 
“Estávamos interessados em estudar cardiomiopatias porque a insuficiência cardíaca causada por esta doença historicamente incomum duplicou na Suécia, entre 1987 e 2006”, justificou Annika Rosengren, coautora do estudo.
 
O estudo analisou dados de um registo sueco com 1.668.893 homens que tinham sido inscritos no serviço militar obrigatório quando tinham 18 ou 19 anos de idade, entre 1969 e 2005. O registo detalhava o peso, altura e forma física dos homens.
 
Os investigadores contaram ainda com duas bases de dados nacionais com detalhes das causas de todas as hospitalizações e mortes na Suécia, com o objetivo de determinarem se os homens tinham sido diagnosticados com doenças cardíacas graves à medida que envelheceram. A equipa seguiu os participantes até 46 anos.
 
Foi apurado que 4.477 dos homens do estudo tinham sido diagnosticados com cardiomiopatia com uma média de idades de 45,5 anos. 
 
Os homens que eram magros aos 18 anos de idade, ou seja, com um índice de massa corporal (IMC) inferior a 20, apresentavam um risco baixo de cardiomiopatia. Porém, o risco aumentou à medida que o peso era superior, mesmo em homens nos limites de peso normal, com IMC de 22,5 a 25.
 
Os homens com um IMC de 35 ou superior na juventude apresentavam um risco oito vezes superior de desenvolverem cardiomiopatia dilatada, em comparação com os que tinham sido magros.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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