Efeitos adversos de fármacos sobre os pulmões mais generalizados do que se pensava

Estudo publicado na “Journal of Clinical Medicine”

31 outubro 2018
  |  Partilhar:
Um estudo revelou que os efeitos tóxicos de fármacos comuns, para tratar uma panóplia de doenças também comuns, sobre os pulmões são muito mais generalizados do que se pensava.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores das Universidades de Manchester, Leeds e Sheffield, e de médicos de várias instituições clínicas e de investigação, todos no Reino Unido, o estudo consistiu numa revisão sistemática de vários estudos.
 
Os 156 estudos analisados envolviam 6.200 pacientes e fármacos para o cancro, artrite, doenças cardiovasculares e outras doenças.
 
Segundo a análise efetuada, todos os anos são registados entre 4,1 e 12,4 milhões de casos de doença pulmonar induzida por fármacos, globalmente. Foi ainda apurado que a doença é responsável por cerca de 3 a 5% de todos os casos de doença pulmonar induzida por fármacos. 
 
Apesar de a doença pulmonar induzida por fármacos causar inflamação, fibrose e dificuldade na respiração, o risco por vezes só se torna aparente após vários anos de uso dos fármacos.
 
Alguns dos estudos relatavam taxas de mortalidade de mais de 50% e, de forma geral, 25% de todos os pacientes estudados morreram em consequência de sintomas respiratórios.
 
Os esteroides foram os fármacos mais comuns usados para tratar a doença pulmonar induzida por fármacos; no entanto não foram identificados estudos que analisassem o efeito dos mesmos sobre os resultados. 
 
“Apesar de esta área não estar muito explorada, podemos dizer que os efeitos secundários dos fármacos sobre o pulmão estão muito mais generalizados do que se pensava anteriormente”, comentou John Waterton, da Universidade de Manchester e investigador neste estudo.
 
“É importante realçar que os pacientes podem continuar a tomar a sua medicação com segurança – mas é igualmente importante que os médicos os monitorizem a avaliem rigorosamente relativamente a efeitos secundários no pulmão”, recomendou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentário