Ensaio clínico realizado pela Pfizer
O laboratório Pfizer assegurou a eficácia do Tafamidis em 60 % dos doentes com paramiloidose, baseando-se no ensaio clínico que avaliou os danos nos nervos dos pacientes e da qualidade de vida após 18 meses de tratamento.
"Nunca existiu qualquer dúvida em relação à eficácia do Tafamidis", revelou à agência Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Paramiloidose (APP) realçando que o fármaco "foi testado cientificamente em hospitais de excelência de todo o mundo".
A divulgação destes dados pela Pfizer surgiu após o presidente do Infarmed ter afirmado que o Tafamidis não tinha efeito “em cerca de 80 % dos doentes”, sendo que nos restantes atrasaria apenas em 18 meses o processo para transplante hepático.
Para o presidente da APP, o esclarecimento da Pfizer vem “sustentar e comprovar o que sempre foi dito em relação ao fármaco: que é eficaz”.
Carlos Figueiras realça ainda que, nesta fase, a discussão lançada pelo presidente do Infarmed, Jorge Torgal, em torno do Tafamidis "não faz qualquer sentido".
O presidente da APP revelou que, de janeiro de 2007 a maio de 2009 foi realizado um ensaio clínico, em cerca de 800 doentes, nos hospitais portugueses de Santo António, no Porto, e Santa Maria, em Lisboa, e em outras “seis unidades de excelência a nível mundial”, da “Suécia, Alemanha, França, Espanha, Brasil e Argentina”, que confirmaram que o Tafamidis resultava no tratamento dos doentes com paramiloidose, também conhecida por doença dos pezinhos.
Neste estudo, Portugal contribuiu com 128 pacientes com paramiloidose sendo que em 60 % dos doentes o fármaco foi 100 % eficaz e nos restantes 40 % atrasou a progressão da doença”, explicou ainda.
Carlos Figueiras fez questão de lembrar que o estudo sobre este medicamento começou “há 17 anos, quando o Dr. Jeffrey W. Kelly iniciou a pesquisa na molécula hoje conhecida por ‘Tafamidis’”.
Há cerca de dois anos "deixaram de existir dúvidas em relação a esta nova esperança para estes doentes quando, em 2010, o ministério da Saúde Francês, ao abrigo de uma Autorização de Utilização Especial (AUE), começou a prescrever o fármaco", acrescentou.
É também desde essa altura que em Portugal, "os doentes e a APP têm feitos contactos com o Governo para que o Tafamidis (Vyndaqel) seja disponibilizado pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas, até agora, sem resultados práticos", lamentou o enfermeiro.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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