Dieta inflamatória correlacionada com risco de cancro do cólon

Estudo publicado na “Nutrients”

17 julho 2019
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Seguir uma dieta pró-inflamatória está correlacionado com o risco de se desenvolver cancro do cólon na população espanhola, indica um estudo.
 
As dietas inflamatórias são normalmente caracterizadas pela abundância de hidratos de carbono refinados, carnes vermelhas e processadas e de gorduras saturadas ou trans. A contrastar, uma dieta antioxidante privilegia o consumo de vegetais, fruta, leguminosas e frutos de casca rija. 
 
Com efeito, o estudo conduzido por cientistas de várias instituições de investigação em Espanha, analisou a correlação entre as dietas inflamatórias e as antioxidantes e o risco de desenvolvimento de cancro do cólon e da mama. 
 
“Neste estudo, focámo-nos no papel da alimentação e, especificamente, na sua capacidade inflamatória e antioxidante, pois existe evidência em como a inflamação crónica e o stress oxidativo influenciam o desenvolvimento destes dois tipos de cancro”, indicou Victor Moreno, colíder do estudo.
 
Para a sua investigação, a equipa analisou 1852 casos de cancro do cólon e 1567 casos de cancro da mama, que foram comparados a 3447 e 1487 casos de controlo, respetivamente. Os casos eram oriundos de 12 províncias espanholas diferentes e de vários centros. 
 
Os investigadores observaram uma associação entre o risco de desenvolvimento de cancro do cólon e o potencial inflamatório da alimentação. Nestes participantes, o risco de desenvolverem aquele tipo de cancro era quase o dobro.
 
Relativamente ao cancro da mama, não se detetou um aumento significativo no risco deste carcinoma por quem seguia uma dieta pro-inflamatória.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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