Dias com boa qualidade do ar tiveram mais peso em 2016

Dados do Instituto Nacional de Estatística

26 dezembro 2017
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Os dias com qualidade do ar boa foram mais numerosos em 2016 e atingiram 83,2% do total, sendo que a classificação "fraco" representou 1,4%, referiu o Instituto Nacional de Estatística (INE), anunciou a agência Lusa.
 
"Em 2016, comparativamente a 2015, a representatividade do número de dias com classificação da qualidade do ar 'bom' aumentou 6,8 pontos percentuais (83,2% do total em 2016)", segundo as Estatísticas do Ambiente 2016.
 
O INE aponta também que a representatividade das restantes classes diminuiu (“muito bom” teve 8,1%, menos 2,2 pontos percentuais face a 2015, o “médio” 7,2%, menos 3,3 pontos face a 2015, e “fraco” teve 1,4%, menos 1,3 pontos).
 
Entre 2012 e 2016 verificou-se o predomínio da classe de qualidade do ar “bom”, sendo que, em média, 78% dos dias tiveram esta classificação.
 
As classes “médio” e “muito bom” representaram, em média, 11% e 8,5%, respetivamente, do número total de dias no mesmo período.
 
Na análise aos poluentes, o INE refere que entre 2012-2016, o número de dias com concentrações de ozono troposférico superiores a 120 microgramas por metro cúbico (µg/m3), tanto nas zonas rurais como nas aglomerações urbanas, esteve abaixo do limite máximo de 25 dias.
 
Quanto às partículas inaláveis (PM10), "o valor agregado das concentrações médias anuais, resultante dos níveis mais elevados medidos em cada zona ou aglomeração, esteve muito abaixo" do limite anual de 40 µg/m3, situando-se nos 17 µg/m3.
 
Em 2016, verificou-se um decréscimo de 15% nas PM10 na comparação com 2015, igualando valores de 2014, acrescenta o INE.
 
"A avaliação das partículas PM10 em 2016, relativa ao número de dias com excedências ao valor limite diário de 50 µg/m3, a não exceder mais de 35 vezes por ano civil, após o desconto das contribuições provenientes do transporte de poeiras do norte de África permitido pela legislação, mostra que o limite não foi ultrapassado em nenhuma zona ou aglomeração", aponta o INE.
 
Além disso, refere "um decréscimo generalizado do número de excedências nas várias zonas e aglomerações face a 2015", para o que terão contribuído as condições climatéricas com uma maior instabilidade atmosférica, assim como temperatura e precipitação acima das normais.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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