Deslindado mecanismo curativo das células-tronco dos ossos

Estudo publicado na revista “Cell Stem Cell”

16 dezembro 2019
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Investigadores da Faculdade de Medicina Baylor, Texas, EUA, descodificaram um mecanismo que contribui para a manutenção e reparação óssea dos adultos.
 
Existem dois tipos de células-tronco nos ossos: dentro, na medula, e fora, na superfície periostal que envolve o osso. Estudos anteriores revelam que ambos os tipos têm funções únicas e mecanismos específicos, apesar de partilharem muitas características.
 
Dos dois tipos, as células-tronco periostais são as menos conhecidas. Sabe-se que contribuem para a espessura óssea e para a recuperação de fraturas, mas não se conseguiu até aqui identificar subtipos de células e classificar as suas funções.
 
Neste estudo, os investigadores descobriram, em ratos, marcadores específicos das células-tronco periostais e através deles foi possível identificar subtipos de células associadas à regeneração óssea.
 
Foi descoberto que estas células se envolvem na regeneração de fraturas mecânicas e que a sua contribuição é até maior que a das células-tronco da medula.
 
A equipa percebeu então que as células-tronco periostais respondem a moléculas inflamatórias produzidas durante a fratura, nomeadamente à molécula quimiocina CCL5. 
 
As células-tronco têm um recetor na sua superfície que se liga à CCL5 e esta, por sua vez, manda as células migrarem para o osso com fratura para o reparar. Apagar a CCL5 em ratos resultou em defeitos na regeneração óssea e atrasou o processo curativo.
 
Contudo, quando os ratos deficientes em CCL5 foram supridos desta molécula, o processo curativo dos ossos foi acelerado.
 
Este trabalho mostra o potencial terapêutico desta molécula que pode ser uma alternativa para doentes com osteoporose e diabetes cuja regeneração óssea é mais lenta.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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