Desenvolvida nano-vacina para melanoma

Estudo publicado na revista “Nature Nanotechnology”

08 agosto 2019
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Uma equipa de investigadores desenvolveu uma nova nano-vacina que só não previne como trata o melanoma, que é o tipo de cancro da pele mais agressivo.
 
A inovadora vacina foi desenvolvida na Universidade de Telavive, em Israel, e demonstrou ser eficaz em impedir o desenvolvimento do melanoma e no tratamento de tumores primários e metástases resultantes daquele tipo de cancro em ratinhos.
 
O enfoque da investigação foi uma nanopartícula que serve como base para a nova vacina. Os investigadores reuniram partículas minúsculas com uma dimensão de cerca de 170 nanómetros. Dentro de cada partícula inseriram dois peptídeos, cadeias curtas de aminoácidos que são expressados nas células do melanoma. 
 
As nanopartículas, ou nano-vacinas, foram depois injetadas em ratinhos com melanoma.
 
Foi observado que as nanopartículas atuaram da mesma forma que as vacinas em doenças causadas por vírus. 
 
Satchi-Fainaro, que liderou este estudo, explicou que as nanopartículas “estimularam o sistema imunitário dos ratinhos e as células imunitárias aprenderam a identificar e a atacar as células que continham os dois peptídeos – isto é, as células de melanoma”.
 
“Isto significa que a partir de agora o sistema imunitário dos ratinhos imunizados irá atacar as células de melanoma, se e quando surgirem no organismo”, continuou a investigadora.
 
Seguidamente, a vacina foi testada em três diferentes situações. Uma foi em ratinhos saudáveis, que foram depois injetados com células de melanoma. Os ratinhos não adoeceram, o que demonstra os efeitos profiláticos da vacina. 
 
Em ratinhos com tumores primários, a vacina, em combinação com imunoterapia, atrasou a progressão da doença e aumentou a sobrevida. Finalmente, em tecidos de metástases do cérebro, a nano-vacina demonstrou igualmente eficácia. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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