Deixar de fumar durante a gravidez reduz risco de nascimento prematuro

Estudo publicado na revista “JAMA Network Open”

24 abril 2019
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Um estudo recente estabeleceu uma associação entre deixar de fumar na gravidez e o risco de nascimento prematuro.
 
Fumar durante a gravidez exerce impactos negativos sobre a saúde do bebé, como baixo peso à nascença, nascimento prematuro, atraso no desenvolvimento intrauterino, atrasos de longo-termo no desenvolvimento e mortalidade infantil.
 
O estudo liderado pela Escola de Medicina Geisel da Universidade de Dartmouth, EUA, avaliou a probabilidade de nascimento prematuro em mais de 25 milhões de grávidas que fumavam antes de engravidarem e que tinham deixado o hábito no início da gravidez. 
 
A idade modal das grávidas era de 25 a 29 anos de idade e tinham dado à luz nados-vivos entre 2011 e 2017. Os investigadores mediram a frequência com que as mulheres fumavam, três meses antes da gravidez e a cada trimestre durante a gravidez.
 
A análise demonstrou que deixar de fumar estava associado a um menor risco de nascimento prematuro e que essa probabilidade diminuía quanto mais cedo no período de gestação a grávida tivesse deixado de fumar.
 
A diminuição ascendeu aos 20% nos casos em que a cessação tabágica tinha ocorrido no início da gravidez.
 
Foi observado, porém, que apenas cerca de 25% das mulheres que fumavam antes de engravidarem tinham conseguido deixar o hábito durante a gravidez. Adicionalmente, 50% das mulheres que fumavam durante a gravidez consumiam mais de 10 cigarros por dia.
 
Por outro lado, os benefícios ganhos com a cessação tabágica refletiram-se também nas fumadoras pesadas. 
 
“Mesmo nas mulheres que fumam um maço ou mais por dia, pode verificar-se uma redução substancial no risco de nascimentos prematuros se essas fumadoras pesadas deixarem no início da gravidez”, comentou Samir Soneji, investigador que liderou o estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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