Criada substância alternativa ao café com absorção mais rápida

Estudo conduzido pela Universidade Católica no Porto

09 novembro 2018
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Investigadores da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, no Porto, desenvolveram uma substância que surge como alternativa ao café e que permite “uma absorção mais rápida e uma libertação controlada da cafeína”.
 
Em declarações à Lusa, Pedro Castro, um dos responsáveis da investigação, contou que o projeto consiste “na otimização e desenvolvimento da cafeína através da libertação farmacêutica”.
 
“A cafeína é uma molécula amarga e desagradável. Portanto, o nosso objetivo passou por colocar a molécula da cafeína dentro de nanopartículas e ‘mascarar’ um pouco o seu sabor. Ao introduzirmos a cafeína nas nanopartículas, aumentamos a permeabilidade na mucosa vocal”, explicou.
 
Assim, através de uma pequena película colocada na boca, a substância dissolve-se e em 30 segundos liberta a cafeína.
 
“Esta otimização permite uma absorção mais rápida, assim como uma libertação mais controlada da cafeína, que, em vez de ter um pico de absorção e causar problemas de ansiedade ou tremores, vai sendo absorvida sem ultrapassar a barreira da superdosagem”, frisou Pedro Castro.
 
Segundo Pedro Castro, apesar de esta ser uma “solução mais prática, que até se pode transportar num bolso”, não tem como objetivo “substituir o típico café”.
 
“Não podemos querer competir com o café, porque o café tem uma componente muito mais forte do que a parte funcional, que é a parte social. No entanto, se estivermos numa maratona ou até numa viagem longa em que não podemos parar, é muito mais prático tirar uma pastilha. Esta solução surge como uma alternativa ao café, numa situação em que não se pode recorrer tão facilmente a uma máquina”, salientou.
 
Para o estudante de doutoramento, o impacto desta solução será “puramente funcional”, isto porque acredita que “o produto visa aumentar a performance humana com o menor gasto de recursos possíveis”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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