Crescimento fetal é inibido com cocktail de compostos químicos na mãe

Estudo publicado na revista “Environmental Health Perspectives”

28 fevereiro 2019
  |  Partilhar:
Um novo estudo demonstrou que a combinação de compostos perfluorados na grávida fazem reduzir o crescimento do feto.
 
Os compostos perfluorados são químicos de amplo uso numa panóplia de produtos de dia-a-dia. São usados na produção de artigos resistentes à água, artigos antiaderentes como revestimentos de frigideiras, retardadores de chamas, embalagens de alimentos, proteções antinódoas, etc.
 
O estudo conduzido por Eva Cecilie Bonefeld-Jørgensen e colegas, da Universidade de Aarhus, Dinamarca, analisou o “efeito cocktail” (consiste, segundo a Infopédia, no efeito de dois tóxicos, ou tóxicos potenciais, que em conjunto sofrem uma reação química) daquele tipo de compostos presentes na mãe sobre o feto.
 
Para a sua investigação, a equipa examinou a concentração de substâncias perfluoradas em análises ao sangue de 702 grávidas dinamarquesas.
 
A concentração daqueles compostos foi associada a um decréscimo de 48 gramas de peso à nascença e de 0,3 centímetros de comprimento à nascença. Após ajuste da idade gestacional, as diferenças medianas estimadas foram de menos 28 gramas e menos 0,2 centímetros, respetivamente. 
 
Eva Cecilie Bonefeld-Jøergensen considera os achados significativos e alarmantes. “As substâncias perfluoradas conseguem simular a hormona estrogénio e podem assim afetar os processos hormonais naturais, incluindo o desenvolvimento do feto”, indicou. “No que concerne ao efeito geral, o cálculo não é 1+1=2, mas antes 1+1=3”, anotou.
 
Adicionalmente, estas substâncias têm sido associadas a outros problemas de saúde como cancro da mama, problemas de fertilidade, asma, sistema imunitário debilitado, menor efeito das vacinas e outros. Infelizmente, estes composto acumulam-se no organismo e são de difícil degradação. 
 
Além dos produtos acima mencionados, vivemos expostos a substâncias perfluoradas através do ar que respiramos, da água e do pó. Segundo os autores, apenas algumas destas substâncias (quase 1.000) são reguladas pela lei.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentário