Contracetivos orais poderão proteger contra lesões no joelho graves em mulheres

Estudo publicado na “The Physician and Sportsmedicine”

08 maio 2019
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Os contracetivos orais poderão reduzir o risco de ruturas no ligamento cruzado anterior (LCA) em mulheres, anunciou um estudo observacional.
 
O estudo, que foi conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Steven DeFroda da Universidade Brown, EUA, analisou os registos de mais de 165.000 pacientes do sexo feminino com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos.
 
A equipa comparou os índices de reconstrução do LCA em 82.874 mulheres que tomavam contractivos orais, durante 12 meses antes da rutura e de serem submetidas a cirurgia, com os índices de um grupo de também 82.874 mulheres (que constituíram o grupo de controlo) da mesma idade, que tinham sofrido uma lesão semelhante, mas que não tomavam contracetivos orais.
 
Foi observado que 465 mulheres do grupo que tomava contracetivos orais necessitaram de cirurgia reconstrutiva do LCA, entre 2007 e 2017, contra 569 mulheres do grupo de controlo
 
Os resultados demonstraram que as mulheres que tomavam os contracetivos orais eram 18% menos propensas a necessitarem de cirurgia reconstrutiva, em relação aos controlos.
 
As adolescentes de 15 a 19 anos de idade tinham 63% menor propensão de necessitarem de cirurgia reconstrutiva na sequência de lesão no LCA, em relação aos controlos da mesma idade.
 
Os autores especulam que tomar pílulas que contenham as hormonas estrogénio e progesterona possa suprimir os picos hormonais durante o ciclo menstrual, conduzindo a um menor índice de lesões. 
 
Mesmo considerando os potenciais risco dos contracetivos orais, como o tromboembolismo, por exemplo, a equipa concluiu que o estudo suporta o uso dos mesmos em atletas adolescentes e jovens adultas, especialmente as que se encontram em maior risco de ruturas no LCA, como as que praticam futebol ou basquetebol.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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