Contacto com a natureza contribui para satisfação com a vida

Estudo publicado na “Journal of Environmental Psychology”

26 abril 2017
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Uma equipa de investigadores apurou que uma caminhada pela floresta ou outro ambiente natural pode melhorar a sensação de bem-estar de forma significativa.
 
O estudo efetuado pela Universidade do Estado de Oregon, em colaboração com a Universidade do Estado do Colorado e a Universidade da Georgia, EUA, conseguiu levantar uma série de mecanismos oferecidos pelo contacto com a natureza que fazem aumentar a satisfação com a vida nos indivíduos.
 
Para o estudo, a equipa, analisou as respostas de 4.400 participantes de uma sondagem na internet. Os investigadores usaram 13 métricas diferentes para ilustrar a relação entre a satisfação geral com a vida e o envolvimento com ambientes naturais. 
 
As métricas incluíam atividades na comunidade, o acesso a recursos naturais, o alívio do stress através do contacto com o ar livre e a confiança nos decisores políticos.
 
“Onze dos 13 apresentavam uma correlação positiva com a satisfação geral com a vida”, avançou Kelly Biedenweg cientista que se dedica ao estudo e autora principal do estudo. “A ligação entre as condições ecológicas, como a água potável e a qualidade do ar e o bem-estar objetivo já foram estudados, mas a ligação entre vários aspetos do envolvimento com o ambiente natural e o bem-estar subjetivo geral foram raramente objeto de estudo”, continuou. 
 
“Pretendíamos identificar a importância relativa de diversas experiências orientadas para a natureza na satisfação geral de um indivíduo com a vida e provar, estatisticamente, a relação entre a felicidade/satisfação com a vida e o envolvimento com a natureza em muitos aspetos diferentes”.
 
A equipa qualificou a relação entre o bem-estar e seis mecanismos comuns através dos quais a natureza exerce um impacto no bem-estar: eventos sociais e culturais, confiança nos decisores políticos, acesso aos recursos naturais, sentido de local, recreação ao ar livre e benefícios psicológicos do tempo passado ao ar livre. 
 
Foi apurado que o mais importante era o facto de as pessoas acreditarem que o ambiente natural que os rodeia é bem gerido: a gerar receita, a base de práticas culturais e uso para fins recreativos.
 
“O facto de as pessoas sentirem que existe justiça e que têm voz no processo de tomada de decisões e se a governação é transparente – esses são os alicerces que justificam o facto de as pessoas poderem interagir com a natureza”, disse ainda a autora principal do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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