Consumo de proteínas pode influenciar a independência nos idosos

Estudo publicado na “Journal of the American Geriatrics Society”

07 novembro 2018
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O consumo de proteínas suficientes pode ajudar os idosos a manterem a sua independência por mais tempo, indicou um estudo.
 
Os idosos tendem a consumir menos proteínas do que os adultos mais novos devido a problemas de saúde, menos atividade física e alterações na boca e dentes. Isto pode ser problemático pois as proteínas desaceleram a perda de massa muscular.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores, liderados por Nuno Mendonça da Universidade de Newcastle, Reino Unido, o estudo teve por base a análise de dados recolhidos por um outro estudo com 722 pessoas que tinham atingido os 85 anos de idade em 2006, em duas cidades britânicas.
 
Os participantes tinham facultado detalhes sobre a sua alimentação diária, peso e altura, estado de saúde em geral, incluindo eventuais incapacidades e processo clínico.
 
Como resultado, os investigadores observaram que 28% dos participantes apresentavam um consumo de proteínas abaixo da dose diária recomendada. A equipa observou que os idosos que apresentam mais problemas de saúde crónicos poderão ter diferentes necessidades proteicas. 
 
Os investigadores seguiram os participantes durante cinco anos, tendo analisado o impacto do consumo de proteínas sobre o aumento da incapacidade nos idosos. A equipa tinha especulado que o consumo de mais proteínas estaria associado a um atraso no desenvolvimento da incapacidade em adultos de idade muito avançada, dependendo da sua massa muscular e força muscular.
 
A teoria da equipa provou ser correta pois foi verificado que os idosos que consumiam mais proteínas no início do estudo apresentavam menor propensão de ficarem incapacitados do que os que consumiam menos proteínas.
 
“Os nossos achados suportam as considerações atuais de aumentar o consumo diário de proteínas para manter um envelhecimento ativo e saudável”, concluiu Nuno Mendonça. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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