Consumo de cocaína e MDMA aumentou em Lisboa entre 2013 e 2017

Dados do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência

19 março 2019
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A canábis continua a ser a droga mais usada em Portugal, mas o consumo de cocaína e MDMA (“ecstasy”) aumentou em Lisboa, revelou o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT).
 
Segundo divulgou a agência Lusa, os últimos dados sobre análises a águas residuais revelam hábitos de consumo de drogas em 73 cidades europeias, de 20 países, e um aumento na deteção de estimulantes.
 
Lisboa, Porto e Almada participaram no estudo europeu que fornece informação sobre o consumo de droga a nível municipal, com base nos níveis de substâncias ilícitas encontrados nas águas residuais.
 
Os resultados mostram que o uso cocaína e MDMA foi mais comum na capital do que no Porto e em Almada (em 2016 e 2017). Em todos os locais, a presença destas substâncias na água era maior aos fins-de-semana do que durante a semana.
 
No entanto, em 2017, os níveis de anfetaminas e metanfetaminas detetados nas três cidades permaneceram baixos, indicando “um uso muito limitado dessas substâncias” naqueles locais, refere um relatório do OEDT.
 
O consumo de canábis e outras substâncias ilícitas entre os estudantes portugueses foi “ligeiramente inferior à média europeia”, com base em dados de 35 países (abaixo de 20%). Já o uso de novas substâncias psicoativas ao longo da vida ficou muito abaixo da média, que é inferior a 10%.
 
Também o consumo de cigarros e álcool ficou abaixo da média europeia apurada, que ultrapassou ligeiramente os 20% no primeiro caso e largamente os 40% no segundo, de acordo com os gráficos apresentados no relatório do OEDT.
 
O teste de rastreio de canábis incluído em 2016-17 num inquérito geral à população indicou que cerca de 0,7% dos residentes entre os 15 e os 64 anos poderiam ser considerados consumidores de alto risco de canábis.
 
Dados dos centros de tratamento especializados mostram que as solicitações de primeiros tratamentos atribuíveis ao uso de heroína diminuíram desde 2009.
 
Por oposição, as novas entradas para tratamentos resultantes do uso primário de canábis quase duplicaram nos últimos anos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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