Cientistas conseguem reverter a osteoporose em ratos

Estudo publicado na “Science Advances”

09 setembro 2019
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Engenheiros biomédicos da Universidade Duke, Carolina do Norte, EUA, conseguiram reverter a osteoporose em ratos, sendo que os ossos se regeneraram dos danos.
 
Shyni Varghese, investigadora, explica que os tratamentos atuais para a osteoporose apenas previnem a perda de mais massa óssea, mas não conseguem recuperar a já perdida. Contudo, Yu-Ru Shih, investigador principal, afirma que descobriram “um recetor bioquímico que consegue fazer ambas as coisas”.
 
A osteoporose ocorre quando o tecido ósseo se vai perdendo mais rapidamente do que a capacidade de gerar novo tecido, tornando o osso mais fraco e quebradiço.
 
Em estudos anteriores, Varghese tinha já descoberto que o bioquímico adenosina, que atua no recetor A2B, tem um papel fundamental no crescimento ósseo. Decidiu a partir daí perceber se a causa da osteoporose seria a falta do bioquímico.
 
Para o estudo, Varghese e equipa retiraram os ovários a ratos para simular a osteoporose pós-menopáusica. Observaram as expressões de duas enzimas que ajudam na produção da adenosina, assim como os níveis de adenosina a passar entre as células. De imediato perceberam que a falta de estrogénio fazia os níveis dos três elementos baixar.
 
Para testar os efeitos da adenosina em elevados níveis sobre a osteoporose, foi administrado aos ratos uma molécula não-hormonal que também ativa o recetor A2B, em vez de injetarem a adenosina em si.
 
A equipa verificou que os ratos que receberam a molécula ficaram curados da osteoporose, tendo apresentado ossos tão saudáveis como os ratos do grupo de controlo.
 
Contudo, os cientistas alertam que esta solução não é simples. Injetar adenosina nos pacientes poderia causar outros distúrbios e desequilíbrios, visto que este bioquímico tem outros papéis, como regular o fluxo de sangue para os órgãos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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