Chip administra medicação remotamente

Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

22 fevereiro 2012
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Investigadores americanos desenvolveram um chip programável  que consegue administrar diariamente um tratamento contra a osteoporose, dá conta um estudo publicado na “Science Translational Medicine”.

 

“Este é o primeiro teste bem-sucedido e pode ser o começo de uma nova era da telemedicina”, revelou um dos autores do estudo, Robert Langer.

 

Neste estudo, os investigadores do MIT e da MicroCHIPS Inc, que está sediada em Massachusetts, nos EUA, utilizaram implantes programáveis para administrar um fármaco, o teriparatida, utilizado para a construção da massa óssea, a sete mulheres que tinham entre 65 e 70 anos de idade. Os chips foram colocados sob a pele das pacientes e aí permaneceram durante quatro meses, tendo as participantes revelado que muitas vezes até se esqueciam que tinham o implante.

 

Após a administração diária do fármaco durante 20 dias, os investigadores constataram que a formação óssea das participantes com os implantes foi semelhante à obtida com injeções diárias do fármaco. Foi também verificado que as doses administradas através do chip apresentaram uma menor variação do que aquelas dadas através das injeções diárias.

 

Este chip programável pode não só alterar drasticamente o tratamento da osteoporose, mas também de outras doenças, incluindo o cancro e a esclerose múltipla. ”Os pacientes com doenças crónicas que necessitam de controlar regularmente as dores ou outras situações que requerem injeções diárias ou frequentes, podem beneficiar deste tipo de tecnologia”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Robert Farra.

 

"A adesão é muito importante em vários regimes terapêuticos, e pode ser muito difícil conseguir que os pacientes aceitem alguns regimes que envolvem a administração de injeções a eles próprios ", revelou um dos professores de engenharia do MIT, David H. Koch. "Isto evita completamente o problema de adesão, e aponta para um futuro onde os regimes terapêuticos serão totalmente automatizados."

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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