Células produtoras de insulina alteradas para reagirem à luz e serem ativadas

Estudo publicado na revista “ACS Synthetic Biology”

11 novembro 2019
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Investigadores da Universidade Tufts, EUA, desenvolveram um método que usa a optogenética para aumentar a produção de insulina de forma controlada, conforme os níveis de açúcar no sangue.
 
A insulina é uma hormona que controla a quantidade de açúcar a circular no sangue. Na diabetes tipo 2 as células não respondem à insulina e os níveis de açúcar no sangue sobem para níveis perigosos sem que o pâncreas consiga produzir mais insulina para compensar.
 
Na diabetes tipo 1, as células beta, as únicas produtoras de insulina, são totalmente destruídas pelo sistema imunitário.
 
Os tratamentos atuais passam por administração de insulina ou medicamentos que promovam a sua produção. Neste sentido, a regulação dos níveis de glicose torna-se manual, sendo a intervenção por fármacos dependente de medições periódicas dos níveis de açúcar.
 
Neste estudo a equipa recorreu à optogenética onde as proteínas alteram a sua atividade quando expostas a luz azul para modificar células pancreáticas. Estas foram modificadas com um gene que codifica uma enzima adenilato ciclase fotoativável. 
 
Esta enzima produz uma molécula que, quando exposta à luz, despoleta a produção de insulina estimulada por glicose nas células beta.
 
A produção da hormona aumenta duas a três vezes, mas apenas se os níveis de açúcar no sangue forem altos. Caso contrário, os níveis de insulina permanecem baixos, de forma a evitar a hipoglicemia.
 
Ao testar a técnica em ratos diabéticos, transplantando-lhes as células beta pancreáticas modificadas debaixo da pele, a equipa verificou melhor tolerância à insulina e regulação da glicose nos animais, assim como menos hiperglicemia e níveis mais elevados de insulina quando sujeitos a luz azul.
 
A luz azul ativa o sistema de produção de insulina de normal para reforçado, aumentando a produção apenas quando é necessário.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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