Cancro da mama mais propenso a metástases durante 10 anos após o parto

Estudo publicado na revista “JAMA Network Open”

21 janeiro 2019
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As mulheres jovens com cancro da mama diagnosticado no espaço de 10 anos após terem dado à luz correm um maior risco de desenvolverem metástases em relação a mulheres jovens que tenham tido um parto há mais tempo ou nenhum, indicou um estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade do Colorado e da Universidade de Saúde e Ciências de Oregon, EUA, este foi o primeiro estudo a demonstrar que o cancro da mama diagnosticado até 10 anos após o último parto, pode, por si só, desenvolver metástases. 
 
Para o estudo, Virginia Borges e equipa analisaram dados relativos a 701 pacientes com cancro da mama, com 45 anos ou menos de idade.
 
Os investigadores compararam o risco de desenvolvimentos de metástases distantes nas mulheres com base em três grupos: um grupo de mulheres que nunca tinham tido filhos, outros grupo de mulheres cujo último parto tinha decorrido no espaço dos últimos 10 anos e finalmente um grupo de mulheres com filhos nascidos mais de 10 anos antes do diagnóstico da doença. 
 
A equipa descobriu que o risco de metástases era mais elevado nas mulheres que tinham tido o cancro diagnosticado até 10 anos após o último parto, e mais pronunciado nas que tinham a doença no estádio I ou II. 
 
Nestas mulheres, o risco de metástases era 3,5 a 5 vezes superior em relação às mulheres com cancros semelhantes, mas não associados à gravidez. 
 
O cancro da mama positivo para recetor de estrogénio foi associado a um aumento no risco de metástases até 15 anos após o diagnóstico, um nível que se aproxima do risco de metástases em formas daquele cancro mais rebeldes, como o triplo negativo e o RE negativo. 
 
Virginia Borges explicou que os tumores naqueles cancros não aparentam diferenças que os façam associar a um pior prognóstico, como, por exemplo, em termos do estádio em que são diagnosticados ou da percentagem de subtipos agressivos.
 
“Em vez disso, estes dados suportam achados anteriores de trabalhos da nossa equipa de laboratório que demonstram que, após o parto, as condições no tecido da mama adjacente poderão ajudar no desenvolvimento de metástases”, explicou a investigadora.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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