Aumentar a duração do sono pode reduzir o risco cardiometabólico

Estudo publicado na revista “Journal of Sleep Research”

07 junho 2019
  |  Partilhar:
Um novo estudo apurou que aumentar a duração do sono poderá ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas e metabólicas, ou seja, o risco cardiometabólico.
 
Conduzido por investigadores da Universidade de Cape Town, na África do Sul, o estudo contemplou a análise de sete outros estudos que tinham como objetivo aumentar a duração do sono em adultos, através de qualquer intervenção de prolongamento do sono.
 
Os sete estudos englobavam um total de 138 participantes que eram saudáveis, saudáveis, mas que dormiam pouco tempo, com excesso de peso e que dormiam pouco tempo, ou pré-hipertensos/hipertensos com sono de pouca duração.
 
As intervenções de prolongamento da duração do sono variaram entre as três e seis semanas e conseguiram fazer aumentar a duração total do sono nos participantes de 21 a 177 minutos.
 
O prolongamento do período de sono foi associado a uma melhoria na sensibilidade à insulina e uma redução no apetite, desejo de alimentos doces e muito salgados, redução no consumo diário de açúcar e na percentagem de calorias consumidas através de proteínas.
 
“Dada a esmagadora evidência em como dormir menos do que sete horas está associado a um maior risco cardiometabólico, é surpreendente que tão poucos estudos tenham explorado se prolongar a duração do sono pode diminuir o risco cardiometabólico”, avançou Rob Henst, cientista que liderou o estudo.
 
O investigador indicou que esta análise realça a necessidade para tais estudos e que deixa orientações para o caminho de futuros estudos. 
 
“Embora nesta revisão nos tenhamos focado em estudos com intervenções no prolongamento do sono, é agora evidente que a má qualidade do sono pode ser igualmente um importante fator de risco para as doenças cardiometabólicas”, acrescentou Dale Rae, autor sénior do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentário