Apenas 37% das crianças no Porto usam protetor solar na praia

Estudo da Faculdade de Medicina do Porto

01 agosto 2018
  |  Partilhar:
Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) mostra que, de duas mil crianças inquiridas, apenas 37% usa protetor solar quando vai à praia e 15% quando está na escola, noticiou a agência Lusa.
 
Os resultados deste estudo, que engloba crianças dos sete aos 11 anos e que faz parte de uma investigação sobre os conhecimentos da população portuguesa relativamente à exposição solar, indicam que 64% dos participantes usa o chapéu para se proteger do sol.
 
"Apesar da falta de proteção em alguns cenários, e ainda que 85% das crianças tenha um conhecimento adequado sobre as medidas de proteção solar, mais de metade (64%) pensa erradamente que o protetor solar protege melhor do que a roupa ou a sombra", indica um comunicado sobre a investigação.
 
Da responsabilidade de Ana Filipa Duarte, o projeto envolveu diferentes grupos que lidam com o sol em contextos específicos.
 
Outro dos estudos englobados na investigação, concebido com dados de mais de quatro mil questionários respondidos por veraneantes, durante quatro anos consecutivos, à entrada de uma praia algarvia, demonstra que mais de metade dos inquiridos chega à zona balnear nas horas menos recomendadas para exposição solar.
 
Dessa amostra, são as pessoas com idades compreendidas entre os 16 e 40 que mais desrespeitam o horário de segurança.
 
Questionando a mesma amostra sobre a utilização de solários, "concluiu-se que as pessoas que não têm os devidos cuidados em contexto balnear são, também, aquelas que mais recorrem a solários", indicou o comunicado. 
 
Os atletas, refere ainda o comunicado que praticam desporto ao ar livre "são outro dos grupos mais suscetíveis à exposição solar". Através da análise dos dados de um inquérito realizado junto de 2.445 corredores ao ar livre, que participaram em maratonas organizadas no Porto, concluiu-se que 75% dos inquiridos tem um comportamento desadequado, cenário mais positivo entre pessoas que treinam mais de quatro horas por semana.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentário