Dados da Associação Portuguesa de Urologia
Apenas 10% dos 600 mil portugueses, na sua maioria mulheres, que sofrem de incontinência urinária recorrem a ajuda médica, segundo dados da Associação Portuguesa de Urologia (APU) apresentados pela agência Lusa.
De acordo com a APU, “estudos realizados na população portuguesa apontam para a existência de 600 mil incontinentes nos diferentes segmentos etários”. As mulheres portuguesas são as mais afectadas por esta doença (40%), sendo que no grupo etário entre os 45 e os 65 anos a proporção de casos de incontinência urinária é de três mulheres para cada homem.
Citado pela agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Neuro-Urologia e Uro-Ginecologia, Paulo Dinis, alerta para o facto de “a percentagem de doentes que recorrem ao médico por problemas de incontinência comparada com a percentagem dos que se automedicam ou auto-protegem é de apenas 10%, o que é grave”.
“Hoje dispomos de armas terapêuticas capazes de curar ou controlar a maior parte das situações. Por este motivo os doentes devem procurar ajuda e perceber que a incontinência urinária corresponde a uma situação clínica com tratamento, sobretudo se abordada na fase inicial”, defende o especialista.
A Semana da Incontinência Urinária, que afecta mais de 60 milhões de pessoas em todo o mundo, arrancou segunda-feira e prossegue até ao dia 21 de Março.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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