Antifúngico oral durante a gravidez associado a aborto espontâneo

Estudo publicado na revista “CMAJ”

21 fevereiro 2019
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Um fármaco usado por via oral para tratar as candidíases vaginais  foi associado a um maior índice de aborto espontâneo quando tomado durante a gravidez, demonstrou um estudo.
 
Durante a gravidez, no caso de infeção fúngica, que se calcula afetar cerca de 10% das grávidas, é normalmente prescrito um tratamento tópico. Porém, em muitos casos é prescrito o fluconazol à grávida.
 
Para o estudo, Anick Bérard da Universidade de Montreal, no Quebeque, Canadá, e colegas, analisaram dados de uma coorte de gravidezes do Quebeque que continham detalhes sobre 441.949 gravidezes. 
 
Os dados analisados englobavam o período de 1998 a 2015. Foi apurado que 69,5% das mulheres expostas ao fluconazol oral tinham recebido uma única dose de 150mg. As restantes mulheres tinham recebido uma dose do fármaco superior a 150mg.
 
Os investigadores descobriram que a toma do fluconazol oral estava associada a resultados adversos. Efetivamente, o uso do fármaco no início da gravidez aparentava aumentar o risco de aborto espontâneo, em comparação com a não exposição ao fluconazol. 
 
A exposição ao fluconazol em dose superior a 150 mg durante o primeiro trimestre da gravidez foi associada a um risco mais elevado de malformações cardíacas no bebé. 
 
Por outro lado, não foi detetada uma associação entre a toma do fármaco durante a gravidez e o risco de um nado-morto. 
 
Anick Bérard comentou os achados: “o nosso estudo demonstra que tomar qualquer dose de fluconazol oral quando se está grávida poderá estar associado a uma maior probabilidade de aborto espontâneo”.
 
Os resultados deste estudo estão de acordo com os de outros estudos, afirmaram os autores.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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