Alerta para a necessidade do teste do VIH e hepatites

Apelo da diretora do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA

27 novembro 2019
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A diretora do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA e Hepatites Virais alerta para a necessidade de os portugueses fazerem o teste de diagnóstico destas doenças silenciosas para que possam ser tratados atempadamente no caso de estarem infetados.
 
“O pior de tudo é viver com a infeção e não saber. Isso sim é que é perigoso para o próprio e para a sociedade”, porque “a partir do momento que sabe, a pessoa pode ter acesso aos cuidados de saúde que necessita”, disse Isabel Aldir, que falava à agência Lusa a propósito da “Semana Europeia do Teste VIH e Hepatites Virais”.
 
A médica infeciologista explicou que esta iniciativa pretende “alertar a população para a necessidade de fazerem os testes para diagnóstico das hepatites virais e da infeção VIH” porque são doenças que podem não se manifestar durante muitos anos.
 
“O mais importante é todos estarmos conscientes que estamos a tratar de doenças silenciosas e propormo-nos a fazer o teste, não termos receio de o fazer e de nos vermos confrontados com o diagnóstico positivo, temos é que ter receio de não sabermos que vivemos com estas infeções. Isso é que é de evitar ao máximo”, defendeu.
 
Segundo a infeciologista, o diagnóstico destas doenças ainda é tardio. No caso da infeção VIH, acontece em mais de metade das pessoas.
 
No caso da hepatite C, o tratamento permite a cura na grande maioria das situações. “Contudo, se a pessoa é diagnosticada tardiamente, já numa fase de cirrose, não há possibilidade de voltar para trás”, advertiu.
 
Todos os anos surgem novos casos de hepatites virais. No caso da infeção VIH rondam os cerca de 800 a mil novos diagnósticos por ano, sendo que há determinados grupos mais atingidos por estas doenças.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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