A nilvadipina poderá desacelerar a doença de Alzheimer?

Estudo publicado na revista “Hypertension”

19 junho 2019
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Um novo estudo demonstrou que o fármaco nilvadipina poderá ser promissor para atrasar o desenvolvimento da doença de Alzheimer.  
 
O fármaco fez aumentar o fluxo sanguíneo no hipocampo, uma região do cérebro associada à memória e aprendizagem, em pacientes com a doença neurodegenerativa. 
 
A nilvadipina é um bloqueador dos canais de cálcio e é usado para tratar a hipertensão. Para o estudo, investigadores do Centro Médico da Universidade de Radboud, na Holanda, propuseram-se descobrir se aquele fármaco poderia ajudar a tratar a Alzheimer. 
 
A equipa recrutou 44 pacientes com Alzheimer ligeira a moderada, que foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Durante um período de seis meses, um grupo recebeu nilvadipina e o outro um placebo.
 
Tanto os participantes como os investigadores desconheciam o que cada grupo tinha recebido. No início da intervenção e seis meses depois, os participantes foram submetidos a ressonância magnética com o intuito de medir o fluxo sanguíneo em regiões específicas do cérebro.
 
A equipa observou que o fluxo sanguíneo no hipocampo tinha aumentado 20% no grupo da nilvadipina em comparação com o grupo do placebo. O fluxo sanguíneo noutras regiões do cérebro permaneceu inalterado em ambos os grupos.
 
Estes achados significam que o típico declínio no fluxo sanguíneo cerebral em pacientes com a doença de Alzheimer pode ser revertido nalgumas regiões. Contudo, a questão da obtenção de benefícios clínicos mantinha-se.
 
Noutro estudo de maiores dimensões, em que a nilvadipina foi comparada com um placebo, os participantes foram analisados entre 2013 e 2015. O fluxo sanguíneo no cérebro não foi medido. De forma geral, não foram detetados benefícios clínicos com o uso da nilvadipina. 
 
Contudo, um subgrupo com apenas sintomas ligeiros de Alzheimer demonstrou benefícios em forma de um declínio mais lento na memória.  
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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