A acne poderá futuramente ser evitada com uma vacina

Estudo publicado na revista “Journal of Investigative Dermatology”

04 setembro 2018
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Uma equipa de investigadores fez um grande progresso no desenvolvimento de uma abordagem de uma vacina para a acne. 
 
Num estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores liderados por Chun-Ming Huang, da Faculdade de Dermatologia da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, foi demonstrado pela primeira vez que os anticorpos para uma toxina segregada pelas bactérias na “acne vulgaris” podem reduzir a inflamação nas lesões provocadas pela mesma.
 
“As opções de tratamento atuais frequentemente não são eficazes ou toleráveis para muitos dos 85 por cento dos adolescentes e mais de 40 milhões de adultos nos Estados Unidos que sofrem desta doença inflamatória cutânea multifatorial”, avançou o investigador que liderou este estudo. 
 
O impacto da acne afeta ainda a autoestima, especialmente na adolescência, em que se dá um importante desenvolvimento social, emocional e físico.  
 
A vacina será a primeira a atuar sobre as bactérias já existentes na pele em vez de em agentes patogénicos invasores. 
 
Após terem demonstrado que o fator CAMP, uma toxina segregada pela bactéria que provoca as erupções na acne, induz respostas inflamatórias, os investigadores descobriram anticorpos monoclonais (um tipo de células imunitárias) que neutralizam aquele fator de virulência. 
 
A eficácia destes anticorpos foi testada em ratinhos e em células de pele humana e foi observado que os mesmos conseguiram fazer reduzir a inflamação provocada pela bactéria da acne. 
 
Chun-Ming Huang explicou que o próximo passo será testar a vacina num ensaio de grande dimensão. Estes achados demonstram que o fator CAMP é assim um alvo bastante promissor para desenvolver imunoterapia para a acne. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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